segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

CANETAS DE APLICAÇÃO DE INSULINA CHEGAM AO SUS!

Um novo marco para os brasileiros com diabetes. Pela primeira vez no país, pessoas com diabetes tipo 1 terão acesso, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), à insulina análoga de ação ultrarrápida com aplicação via caneta pré-preenchida. Produzido pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk na cidade mineira de Montes Claros, o produto auxiliará os pacientes no tratamento da doença.
Até então, as únicas insulinas distribuídas pelo Ministério da Saúde eram insulinas humanas de aplicação via seringa, sendo o próprio paciente o responsável por retirar da ampola a dose correspondente ao seu tratamento. Agora, os pacientes também terão a opção da caneta.
Segundo o gerente de grupo médico da Novo Nordisk, Rodrigo Mendes, o uso das canetas pré-preenchidas com insulina contribui para maior qualidade de vida. Isso porque o próprio paciente é responsável por regular a dosagem e a aplicação. Segundo Rodrigo, a precisão da dosagem de insulina com as canetas é maior do que no sistema que utiliza ampolas e seringas.
“Os pacientes relatam menor dor no local da aplicação. E há estudos que mostram um menor risco de ferimentos causados com a agulha da caneta. Isso acaba gerando um impacto de maior adesão ao tratamento do diabetes. Além disso, há um maior controle da glicemia, da glicose no sangue. E, consequentemente, uma menor chance de complicações relacionados ao diabetes como a hipoglicemia.”
Rodrigo destaca que, nos casos em que os pacientes já têm complicações com o diabetes, pode haver uma limitação na hora de manipular as seringas, o que não ocorre com as canetas. A insulina disponibilizada é a ultrarrápida que, segundo o gerente médico, é mais similar à insulina que o corpo humano produz. O que também permite um maior controle da glicemia.
Allan Finkel é vice-presidente e gerente geral da Novo Nordisk, empresa que produziu as canetas. Ele destaca que o desenvolvimento dessas tecnologias faz parte dos compromissos da empresa quando o assunto é o tratamento do diabetes.
“Nós entendemos que nosso compromisso vai além de fornecer medicamentos. Por isso, além de disponibilizar as canetas, que trazem maior facilidade na aplicação, o que consequentemente pode aumentar à adesão ao tratamento, continuaremos investindo na educação dos profissionais de saúde para a melhor utilização dos nossos produtos e no tratamento e diagnóstico do diabetes.”
As canetas estarão disponíveis em todos os estados do país, incluindo o Distrito Federal e devem atender cerca de 400 mil pacientes, de acordo com o Ministério da Saúde.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

CONITEC analisa fornecimento de análogos de ação lenta para pessoas com diabetes pelo SUS!


Em 29.12.2018 a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS - CONITEC, do Ministério da Saúde do Brasil, abriu Consulta Pública sobre o incorporação (fornecimento pelo SUS) de análogos de insulina de ação prolongada - glargina (lantus), detemir (levemir), e degludeca (tresiba) - para Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) e tipo 2 (DM2). Até o dia 17/01/19, gestores, trabalhadores e usuários do SUS, profissionais da saúde, pacientes, familiares e cuidadores de pessoas com diabetes, assim como pesquisadores em saúde, poderão contribuir enviando manifestações e depoimentos para influenciar a recomendação final da CONITEC.

A recomendação inicial da CONITEC, tanto para tipo 1 como para tipo 2, foi de não incorporação, pelos seguintes motivos:

Tipo 1: Conforme estudos científicos analisados, e ainda dados obtidos junto a municípios brasileiros com protocolo de análogos, as insulinas análogas de ação prolongada não demonstram grandes benefícios para o tratamento da doença e controle da glicemia. Seu uso como regime basal de insulina para DM1 parece beneficiar mais os pacientes que apresentam hipoglicemias frequentes. Embora melhore o controle da hipoglicemia grave e noturna, os estudos fixavam parâmetros diferentes para a queda glicêmica. Além disso, questões importantes como complicações diabéticas e variabilidade glicêmica (picos e vales, constantes hipoglicemias seguidas de hiperglicemias), não foram avaliadas nos estudos. Os dados dos municípios brasileiros demonstraram que poucos pacientes tiveram melhor controle glicêmico com a glargina (lantus) e não se conseguiu relacionar o uso de análogos de ação prolongada com a melhoria da qualidade de vida e da saúde do paciente com DM1. Finalmente, segundo a CONITEC, o montante de recursos financeiros envolvido numa potencial incorporação (em 05 anos, entre R$ 863 milhões para glargina com aplicador e R$ 2,0 bilhões para detemir com aplicador) prejudicaria a sustentabilidade do SUS.

Relatório para a Sociedade (versão resumida do Relatório Técnico, em linguagem mais acessível aos pacientes): http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2018/Sociedade/ReSoc136_INSULINAS_ANALOGAS_diabetes_tipoI.pdf


Tipo 2: Conforme estudos científicos analisados, os efeitos do tratamento cominsulinas análogas de ação prolongada são semelhantes aos do tratamento com insulina NPH, com pouca alteração dos níveis de HbA1c (hemoglobina glicada, média glicêmica de 03 meses). No entanto, os riscos de hipoglicemia são menores. Na comparação entre insulinas análogas de ação prolongada, as insulinas glargina (lantus) e detemir (levemir) são semelhantes tanto no controle glicêmico através dos níveis de HbA1c como para os episódios de hipoglicemia. O tratamento com insulina degludeca (tresiba) apresenta menor risco de hipoglicemia em relação à glargina (lantus), mas sem melhora dos níveis de HbA1c, e os estudos fixavam parâmetros diferentes para a hipoglicemia. Além disso, questões importantes como complicações diabéticas e variabilidade glicêmica (picos e vales, constantes hipoglicemias seguidas de hiperglicemias), redução da mortalidade em função do diabetes e melhoria da qualidade de vida e da saúde do paciente com DM2 em função de uso de análogos de ação prolongada não foram avaliadas nos estudos. Finalmente, segundo a CONITEC, o montante de recursos financeiros envolvido numa potencial incorporação (em 05 anos, entre R$ 3,6 bilhões para glargina e R$ 12,3 bilhões para degludeca)prejudicaria a sustentabilidade do SUS.
 
Relatório Técnico: http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2018/Relatorio_InsulinasAnalogas_AcaoProlongada_DM2_CP80_2018.pdf

Relatório para a Sociedade (versão resumida do Relatório Técnico, em linguagem mais acessível aos pacientes): http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2018/Sociedade/ReSoc137_INSULINAS_ANALOGAS_diabetes_tipoII.pdf


Em ambos os casos, esta recomendação inicial pode ser revista pela CONITEC. E qualquer pessoa que conheça, trate pacientes, use ou tenha usado os análogos de ação prolongada pode contribuir para isso, emitindo suas sugestões e comentários sobre a proposta de fornecimento de análogos de ação lenta para tratamento do diabetes tipo 1 e tipo 2 pelo SUS, assim como sobre a recomendação inicial da CONITEC. Por isso é tão importante que todos participem dessa Consulta Pública!

E que informações os pacientes podem fornecer para influenciar a recomendação final da CONITEC? Em ambos os casos, este pode ser um roteiro a ser seguido na redação do depoimento:


- Quanto à natureza do diabetes (tipo 1 ou tipo 2): quais os sintomas associados à doença, e que dificuldades eles trazem para a vida da pessoa tratada com insulina NPH no dia a dia (hipoglicemias normais, hipoglicemias graves, e hipoglicemias noturnas, por exemplo). É importante que em nossos relatos indiquemos o nível glicêmico: se falarmos de hipoglicemias normais, indicar que a glicemia era igual ou abaixo de 70 mg/dl; se hipoglicemias graves, relatar que se tratavam de glicemias igual ou abaixo de 55 mg/dl;

- Quais as limitações que o diabetes 
(tipo 1 ou tipo 2) tratado com a insulina NPH impõe à vida cotidiana, habilidade para trabalhar e/ou estudar, vida social, satisfação/preocupação dos familiares e amigos;

- Quanto ao tipo de análogo de ação prolongada: como há diferenças nos estudos entre os vários tipos de análogos de ação prolongada, é importante o paciente informar em seu relato com qual deles tem ou teve experiência. E se experimentou mais de um, relatar eventuais diferenças ou semelhanças dos efeitos no controle da glicemia, das hipoglicemias (principalmente as noturnas), das oscilações glicêmicas (picos e vales) e nas atividades diárias

- O impacto sobre o bem-estar mental da pessoa com diabetes com a utilização do análogo de ação prolongada;

Atividades que a pessoa com diabetes 
(tipo 1 ou tipo 2) acha difíceis usando a insulina NPH (necessidade de se alimentar a cada 3 horas e dificuldades para manter o peso, por exemplo);

- Se o diabetes 
(tipo 1 ou tipo 2) tratado com insulina NPH impede a pessoa de cumprir o seu papel escolhido na vida;

- Caso haja complicações em decorrência do diabetes 
(tipo 1 ou tipo 2) e/ou do tratamento com insulina NPH: como a complicação interfere nas atividades diárias, se eventual medicação para tratar a complicação precisa ser administrada regularmente;

- Aspectos do diabetes 
(tipo 1 ou tipo 2) que o paciente acha mais difíceis de lidar;

- Quais benefícios o análogo de ação prolongada utilizado traz para a vida do paciente, principalmente aqueles relacionados à redução de hipoglicemias noturnas, oscilações glicêmicas (picos e vales) e tempo na meta (alvo glicêmico fixado pelo profissional de saúde, que representa o tempo em que a glicemia se mantem estável e dentro do controle planejado: no meu caso seria entre 80 mg/dl e 160 mg/dl);

- Como esses benefícios se comparam em relação ao tratamento com insulina NPH;

- Se o análogo de ação prolongada ajuda a pessoa com diabetes a viver melhor;

- O impacto financeiro do análogo de ação prolongada na vida do paciente.

 
É importante incluir também a experiência dos cuidadores e familiares, como eles são afetados pelo diabetes do paciente (tipo 1 ou tipo 2), podendo assim, trazer informações de como a inclusão dos análogos de insulina de ação prolongada para DM1 ou DM2 tornaria a vida diferente para o(s) cuidador(es) e para o(s) familiar(es).


Essas contribuições devem ser inseridas no formulário eletrônico do portal da CONITEC. Nesta Consulta Pública há dois formulários disponíveis:

• Formulário de experiência ou opinião: para considerações sobre experiências práticas com a doença ou a tecnologia em questão, provenientes tanto de pacientes, cuidadores, amigos, familiares ou profissionais de saúde (no caso de relato de experiência clínica);

• Formulário de contribuição técnico-científica: para considerações sobre o relatório técnico-científico, para opinar e adicionar novas informações técnicas provenientes de estudos, livros técnicos, etc (evidências científicas e estudos técnicos).


Acesse os links dos formulários de contribuição:

Diabetes tipo 1

formulário de contribuição técnico-científica: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=44555


Diabetes tipo 2

formulário de contribuição técnico-científica: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=44552


Mas fiquem atentos! No item 6 do formulário de contribuição, a CONITEC questiona se você concorda com ou discorda do relatório de recomendação. Considerando que o relatório da CONITEC foi contrário ao fornecimento dos análogos de ação prolongada para tratamento de diabetes tipo 1 e 2, se você entende que o SUS deve fornecer os análogos de ação lenta para DM1 ou DM2, você deve discordar do relatório preliminar da CONITEC, escolhendo a opção "discordo totalmente da recomendação preliminar".
 
Esta é uma oportunidade de participarmos do aperfeiçoamento da política pública de saúde direcionada às pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. Quanto mais pessoas contribuírem, maior a quantidade de dados para análise da CONITEC.

Vamos todos contribuir para que a recomendação final da CONITEC reflita o interesse da sociedade: que os análogos de insulina de ação prolongada sejam fornecidos gratuitamente pelo SUS a todas as pessoas com diabetes, para que os benefícios sentidos na prática em relação ao controle da glicemia e à melhoria da qualidade de vida por quem usa a lantus, a levemir e a degludeca sejam extensíveis a todas as pessoas no Brasil!



Referência:

Manual "Entendendo a incorporação de tecnologias em saúde no SUS: como se envolver", publicado pelo Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde: http://conitec.gov.br/images/Artigos_Publicacoes/Guia_EnvolvimentoATS_web.pdf

FONTE: http://diabetesedemocracia.blogspot.com/2019/01/conitec-analisa-fornecimento-de.html

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Vigilância na adesão a mudanças de hábitos alimentares para prevenção do diabetes

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. A alta prevalência das DCNT está relacionada a fatores de risco modificáveis como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e uso nocivo de álcool.
No Brasil, foram responsáveis, em 2012, por 74% do total de mortes, com destaque para as doenças do aparelho circulatório (30,4% dos óbitos), as neoplasias (16,4%), o diabetes (5,3%) e as doencas respiratórias (6,0%) (OMS,2014)
O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011 – 2022 visa preparar o país para enfrentar e deter, em dez anos ,estas doenças , pois constituem o problema de saúde de maior magnitude e atinge fortemente camadas pobres da população e grupos mais vulneráveis, como a população de baixa escolaridade e renda.
O consumo de alimentos doces, ao lado do consumo de refrigerantes, é responsável por parte substancial do consumo de açúcar adicionado no Brasil (Levy et al 2012).
O Vigitel compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco de Doenças do Ministério da Saúde e monitora por inquérito telefônico a frequência e distribuição dos principais determinantes das DCNT.
O consumo de alimentos doces foi estimado pelo Vigitel a partir de questão que indagou sobre a frequência semanal do consumo de sorvetes, chocolates, bolos, biscoitos ou doces.
Em 2013, no conjunto das 27 cidades, a frequência do consumo de alimentos doces em cinco ou mais dias da semana foi de 19,5%, sendo maior entre mulheres (21,6%) do que entre homens (16,9%). Já em 2014 esta frequência caiu para 18,1%, sendo ainda maior entre mulheres (20,3%) do que entre homens (15,6%).
Em ambos os sexos, nos dois anos, a frequência é maior entre os mais jovens (18 a 24 anos) e tendeu a aumentar de acordo com o nível de escolaridade.
No conjunto das 27 cidades, a frequência do consumo de refrigerantes em cinco ou mais dias da semana foi de 23,3% em 2013 e 20,8% em 2014 sendo mais alta entre homens (26,7% em 2013 e 23,9% em 2014) do que entre mulheres (20,4% em 2013 e 18,2% em 2014). Essa condição foi observada em um terço dos indivíduos na faixa etária entre 18 e 24 anos.
Em 2013, no conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico prévio de diabetes foi de 6,9%, sendo de 6,5% entre homens e de 7,2% entre mulheres. Já em 2014 esta frequência subiu para 8,0%, sendo de 7,3% entre homens e de 8,7% entre mulheres. Em ambos os sexos, o diagnóstico da doença se tornou mais comum com o avanço da idade, em particular após os 45 anos. Aproximadamente um quarto dos indivíduos com 65 ou mais anos de idade referiram diagnóstico médico de diabetes (24,4%). Em ambos os sexos, a frequência de diabetes diminuiu intensamente com o nível de escolaridade dos entrevistados.
Apesar da possibilidade de subestimação na informação autorreferida, o VIGITEL  indicou um contingente de mais de 9 milhões de adultos brasileiros com diagnóstico de diabetes.
O objetivo do Plano de Enfrentamento de DCNT é promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco e fortalecer os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. Além disso, alguns dos fatores de risco conhecidos são potencialmente modificáveis, o que os tornam alvos importantes de políticas públicas com certo potencial de sucesso.
A vigilância da prevalência e características de adesão a fatores protetores e de risco já conhecidos constituem-se como o principal instrumento nessa tarefa, permitindo aferir as exposições atuais e as tendências futuras, possibilitando a análise e construção de cenários de riscos prospectivos.

Referências bobliográficas:
1. BRASIL. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Disponível na internet via http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/671-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/14139-plano-de-acoes-estrategicas-para-o-enfrentamento-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-dcnt-no-brasil-2011-2022. Em 21 de Agosto/2015.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigitel Brasil 2013: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.120p.: il. –(Série G. Estatística e Informação em Saúde)
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigitel Brasil 2014 : vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015.152 p.: il.
4. LEVY, R. B. et al. Disponibilidade de açúcares de adição no Brasil: distribuição, fontes alimentares e tendência temporal. Rev. Bras. Epidemiol., [S.l.], v. 15, p. 3¬12, 2012.
5. WORLD Health Organization: Noncommunicable Diseases (NCD) Country Profiles, 2014.

FONTE: https://www.diabetes.org.br/publico/temas-atuais-sbd/1755-vigilancia-na-adesao-a-mudancas-de-habitos-alimentares-para-prevencao-do-diabetes

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diabetes e Álcool: Beber ou não beber, eis a questão...

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos... 

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro, se a quantidade de álcool na corrente sanguínea é muito alta, há risco de perda de consciência e parada respiratória, podendo levar até à morte.

O nosso fígado tem várias tarefas essenciais no nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Isto acontece por um processo chamado glicogenólise, que é quando o fígado direciona suas reservas de açúcar para a corrente sanguínea em caso de queda destes níveis no sangue. Também é o fígado o responsável por fabricar glicose quando os níveis do sangue também estão baixos, processo este chamado de gliconeogênese.

Nos pacientes diabéticos que estão tomando medicações que aumentam a quantidade de insulina no sangue, ou mesmo naqueles diabéticos que aplicam insulina, ao beber álcool, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia. Além disso, um outro problema é que as bebidas alcoolicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
Então, existe um limite para beber, se sou diabético?

A Sociedade Americana de Diabetes recomenda o consumo de no máximo 1 drink por dia para mulheres e 2 drinks por dia para homens. Mas claro, tudo de forma responsável. As orientações antes do consumo do álcool são:

1) Não beba de estômago vazio e não beba se suas taxas de glicose no sangue estão baixas. Geralmente o consumo de álcool está permitido em níveis de glicemia entre 100 e 140 mg/dL.
2) Beba lentamente e não ultrapasse a quantidade máxima por dia.
3) Enquanto estiver bebendo, sempre beba água junto, para manter sua hidratação.
4) Sintomas de hipoglicemia e intoxicação por álcool são muito similares. Por isso, é importante nunca ultrapassar a quantidade máxima de bebida.
5) E, é claro, nunca dirija depois de beber.

Para finalizar, a grande questão aqui é se você, sendo diabético, vai decidir beber ou não. Uma consulta com seu médico pode te ajudar a esclarecer esta dúvida. Mas, aqui vai um recado: mesmo liberado pelo seu médico, a responsabilidade e a moderação contam sempre em primeiro lugar, porque saúde é um bem muito preciso para ser desperdiçado, pense nisso!
Fonte: https://www.diabetes.org.br/publico/colunas/88-dra-andressa-heimbecher-soares/782-diabetes-e-alcool-beber-ou-nao-beber-eis-a-questao

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Nota de esclarecimento da Sociedade Brasileira de Diabetes à lista publicada pela Anvisa sobre o cancelamento dos registos de produtos de medição de glicose (glicosímetros)

A Sociedade Brasileira de Diabetes, em virtude de muitas dúvidas e inseguranças de profissionais de saúde e pacientes sobre os produtos cancelados, esclarece sobre o anúncio publicado pela Anvisa por meio do diário oficial.

Sobre a ISO 2013
A ISO (International Standardization Organization) é uma organização internacional não governamental independente, com a adesão de 162 órgãos nacionais de normatização. Esta organização reúne especialistas para compartilhar conhecimentos e desenvolver Normas Internacionais relevantes, voluntárias, baseadas no consenso e no mercado, que apoiem a inovação e forneçam soluções paras os desafios globais.
A ISO 15.197:2013 especifica requisitos para sistemas de monitoramento de glicose in vitro que medem as concentrações de glicose em amostras de sangue capilar,  para procedimentos de verificação em projetos específicos, seja ele científico, clinico ou para validação de desempenho no manuseio e resultados para o usuário/consumidor. Este sistema destinam-se à automedição por leigos para o controle da glicemia,  por isso, a ISO 15.197:2013 é uma avaliação que regulamenta de forma única e é aplicável aos fabricantes desses sistemas e a outras organizações (por exemplo, autoridades reguladoras e órgãos de avaliação  de conformidade) que tem a responsabilidade de avaliar o desempenho desses sistemas, garantido a segurança de resultados apresentados.  

TABELA ANVISA
RELAÇÃO PARCIAL DAS MARCAS DE GLICOSÍMETRO APROVADOS NO BRASIL (*)

ANO DE APROVAÇÃO
MARCA DO MONITOR
FABRICANTE
APROVADO ISO 2003
APROVADO ISO 2013
2001-2005
Accu-chek Active
Roche
Sim
Sim
2014-2017
Accu-chek Guide
Roche
Sim
Sim
2006-2013
Accu-chek Performa
Roche
Sim
Sim
2001-2005
On Touch Ultra
Johnson & Johnson
Sim
Sim
2014-2017
Free Style Fredom Lite
Abbott
Sim
Sim

*Os monitores que não aparecem na tabela acima podem não ter sido aprovados pela ISO 15.197:2013 ou porque não foram avaliados pela ANVISA.

Sobre a determinação da Anvisa
Desde maio de 2018, motivada por constante reclamação das associações que representam os interesses dos profissionais de saúde e dos pacientes,  a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou através da Instrução Normativa Nº24 que todas as empresas detentoras de registros de comercialização de produtos para auto-medição de glicemia apresentassem relatórios de desempenho segundo a norma técnica ISO 15.197:2013. Estes relatórios deveriam ser entregues com o prazo de 180 dias após a publicação.
Sendo assim, cada empresa assumiu a responsabilidade de apresentar para a ANVISA a documentação necessária de comprovação dessa certificação para os produtos que mantém registro e comercialização.
Em 16 de novembro de 2018, a ANVISA publica a RESOLUÇÃO-RE 3.161, que após a conclusão do prazo da Instrução Normativa Nº24, determinou o cancelamento do registro e consequentemente a proibição de comercialização destes produtos, cabendo a cada empresa tomar seu posicionamento e planejamento para atender as demandas de seus usuários garantindo um produto que atenda a acurácia e qualidade exigida pela norma.
Os monitores que aparecerem na tabela da ANVISA podem não só ter sido aprovados pela ISO 15.197:2013. Outras possibilidades de não terem sido mostrados é que simplesmente a empresa não comercializa mais o produto ou o produto não foi avaliado de acordo com esta norma.
Segundo a ANVISA, ainda existem alguns Sistemas em fase de análise da documentação, portanto, a Agência Nacional pode vir a publicar outras Resoluções com cancelamento de registros caso a análise seja negativa.
A Sociedade Brasileira de Diabetes reforça que esta iniciativa é de grande importância para resguardar a segurança das pessoas com diabetes no Brasil, e que se mantém ativa para que produtos que não apresentem a qualidade exigida em nível global, seguindo a atualização constante das normas vigentes, não sejam mais comercializados dentro do país.

Referências bibliográficas:
1-) ANVISA - Instrução Normativa nº24, de Maio de 2018
2-) ANVISA – Resolução Nº 3161, de 16 de Novembro de 2018
(*) King F. et al. A review of blood glucose monitor accuracy.
Diabetes Technol Ther 2018; 20(12)


FONTE:https://www.diabetes.org.br/publico/palavra-da-presidente/1750-nota-de-esclarecimento-da-sociedade-brasileira-de-diabetes-a-lista-publicada-pela-anvisa-sobre-o-cancelamento-dos-registos-de-produtos-de-medicao-de-glicose-glicosimetros

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Sessão Especial Dia Mundial do Diabetes- DMD / Cajazeiras


Sessão Especial

Foi realizada na noite da última terça-feira 13/11 na Câmara Municipal de Cajazeiras uma Sessão Especial, tendo como temática o Dia Mundial do Diabetes e as ações do Grupo de Amigos Diabéticos em Ação em Cajazeiras e região.

Na oportunidade estiveram presentes representantes de diversos segmentos da saúde no município, o Secretario Municipal de Saúde Cristovão Pinheiro, a superintendente do Hospital Universitário Júlio Bandeira de Melo Mônica Paulino, o gerente administrativo da gerência de saúde Henrique Holanda, representantes da Faculdade Santa Maria entre outros segmentos da Sociedade Civil.










Créditos Fotos: Cavalcante Fotografias 


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Grupo de Apoio a Pessoas com Diabetes realizará 7° Edição do Dia Mundial do Diabetes em Cajazeiras. Confira!


   O município de Cajazeiras sediará mais uma edição de conscientização do Dia Mundial do Diabetes, as ações são planejadas e executadas pelo Grupo de Amigos Diabéticos em Ação- Gada e conta com patrocínio do laboratório Novo Nordisk e apoio da Faculdade Santa Maria, Isis Laticínio, Roche e AM3 Soluções.

    Está sendo organizada uma vasta programação e para o dia 14 de Novembro está sendo programada uma manhã de oferta de serviços à população com início das atividades as 7:30 da manhã na Avenida Joca Claudino (Zona Norte) próximo ao CAIC, com oferta de orientação, educação em diabetes, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, encaminhamentos para serviços de saúde e atividades físicas.

     Dando continuidade  as ações será realizada na tarde/noite do dia 13 (Terça-feira) uma sessão espacial na Câmara Municipal de Cajazeiras atendendo solicitação do Gada.

       Para o Presidente do Gada o Jovem Ronaldo Rodrigues "desde o ano de 2012 o Grupo Gada busca ajudar e sensibilizar a população local e regional na mudança de hábitos e melhorias da qualidade de vida dos pacientes que convivem com diabetes".


Ascom Gada