quarta-feira, 13 de novembro de 2019

CIENTISTAS ACREDITAM TER DESCOBERTO AS RAZÕES PARA QUE PESSOAS MAGRAS TENHAM DIABETES TIPO 2

Os cientistas acreditam que podem ter descoberto um novo gatilho para o diabetes tipo 2, o que poderia ajudar a explicar por que pessoas magras e aparentemente saudáveis ​​desenvolvem a doença – e enfatiza mais uma vez a importância de se perder gordura abdominal.

Tradicionalmente, o diabetes tipo 2 é visto como uma doença causada por um desequilíbrio nos níveis de insulina, um hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue.

O estilo de vida e, em particular, ser obeso, nos torna mais resistentes à insulina, aumentando os níveis de açúcar no sangue.
Mas um estudo da Universidade de Genebra, na Suíça, sugere que o desequilíbrio de insulina pode não ser a única causa do tipo 2. Os pesquisadores identificaram um novo mecanismo que sugere que a doença pode se desenvolver naqueles com fígado gorduroso – mesmo quando sua insulina os níveis são normais.

Um estudo japonês envolvendo 2.400 pacientes, publicado na revista Internal Medicine em 2017, descobriu que 12,5% dos homens com doença hepática gordurosa na faixa dos 40 anos desenvolveram diabetes tipo 2 até 10 anos depois, em comparação com 2,5% que não tinham gordura no fígado.

Nas mulheres, o vínculo era ainda mais forte: 26% das pessoas com fígado gorduroso tiveram tipo 2 após uma década, em comparação com 1,8% das que não tinham.
Até agora, pensava-se que o tipo 2 se desenvolve porque os pacientes estão com sobrepeso ou obesidade, o que incentiva a resistência à insulina.

Parte da função do fígado é produzir glicose, essencial para o funcionamento do corpo e do cérebro, quando o açúcar dos alimentos acaba – por exemplo, durante períodos normais de jejum, como quando você dorme.
Normalmente, produz glicose quando é estimulada pelo hormônio glucagon. Mas, pela primeira vez, os pesquisadores descobriram que as células do fígado que foram “energizadas” pela gordura podem produzir quantidades significativas de glicose por conta própria, sem a necessidade de um hormônio para ativá-la.

A teoria de que um fígado gordo é um fator de risco independente para o diabetes tipo 2 é uma “nova releitura da origem do diabetes em pacientes com excesso de peso”, dizem os pesquisadores, cujo estudo foi publicado em julho no Journal of Biological Chemistry.


“Em pacientes com excesso de gordura no fígado, a gordura serve como fonte de energia para a produção de glicose, e essa super produção de glicose pode levar ao diabetes tipo 2, independentemente dos circuitos hormonais”, explica Pierre Maechler, professor do Centro de Diabetes a Universidade de Genebra, que liderou o trabalho.

Os pesquisadores criaram a nova teoria depois de se concentrarem em uma proteína chamada OPA1, que mantém a estrutura das mitocôndrias, ou “baterias”, em todas as células.

Em estudos com ratos, eles descobriram que o OPA1 mudou a estrutura das células gordurosas do fígado, fazendo com que produzissem de forma independente mais glicose do que o corpo precisava.
O professor Maechler diz à Good Health: “Essas ‘super mitocôndrias’ geravam mais energia do que o necessário, que era usado pelo fígado para produzir açúcar extra sem qualquer necessidade hormonal”.

Dicas: Laboratório Dr. Ivan Cavalcante

Diabetes é uma doença crônica, debilitante e onerosa com complicações graves para a saúde, que podem atingir todas as idades e sexos. É caracterizada pela produção insuficiente (ou má absorção) de insulina, hormônio que é responsável por regular a glicose no sangue e garantir a energia do dia-a-dia para o organismo.

O diabetes pode levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Por ser inicialmente assintomática, a doença só é percebida quando se encontra em estágios mais avançados. Os principais sintomas são muita sede, cansaço inexplicável, micção frequente, dificuldade para cicatrização, infecções frequentes, visão embaçada e falta de concentração.

O diagnóstico pode ser realizado através dos exames de Glicemia, Hemoglobina Glicada e Teste oral de tolerância à glicose, realizados por nosso laboratório.


segunda-feira, 4 de novembro de 2019


O município de Cajazeiras, localizado no alto sertão Paraibano, sediará mais uma edição de conscientização do Dia Mundial do Diabetes, realizando sua 8° edição nesse dia 14 de Novembro. As ações são planejadas e executadas pelo Grupo de Amigos Diabéticos em Ação (Gada) e conta com patrocínio do laboratório Novo Nordisk e apoio da Faculdade Santa Maria, Isis Laticínio, Escola Geração Construtiva e Abott.

Está sendo organizada uma vasta programação para o dia 14 de Novembro, contando com uma manhã de oferta de serviços à população com início das atividades ás 7:30 da manhã na Escola Geração Construtiva localizada a avenida: Francisco Matias Rolim (Próximo a FAFIC, Zona Norte), oferecendo serviços orientação, verificação de pressão arterial, teste de glicemia, tipagem sanguínea, IMC, sorteio de brindes entre outras. 



Abrindo as atividades será realizada no dia 12 de Novembro uma sessão especial na Câmara Municipal de Cajazeiras, com inicio as 18:00 horas e com a presença de autoridades públicas e sociedade civil.



Para o Presidente do Gada o Jovem Ronaldo Rodrigues: “Iniciamos nossas atividades no ano de 2012, estamos em nossa 8° edição e já consideramos uma ação do calendário municipal de atividades, estamos otimizando nossas ações e para essa ano, contamos com uma parceria com a escola geração construtiva e vamos mobilizar a comunidade escolar. Faz parte da nossa missão, informar a população e auxiliar na mudança de habito”. Destacou Ronaldo Rodrigues.



Com Assessoria de Comunicação


sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Clínica Dr.Ivan demonstra apoio ao movimento "Novembro Azul"!


A próstata é uma glândula masculina que fica abaixo da bexiga e acima do reto. Sua principal função é colaborar com a produção do sêmen, que ajuda a carregar os espermatozoides durante a ejaculação. Seus problemas mais comuns são:
– Prostatites: é caracterizada como um processo inflamatório e infeccioso bastante comum, correspondendo a cerca de 8% das consultas a urologistas. Seus principais sintomas são: febre, dor perineal e dificuldade ao urinar de início abrupto. Normalmente são tratadas com antibióticos.
– Hiperplasia benigna da próstata: é caracterizada pelo crescimento anormal da mesma, que geralmente ocorre a partir dos 40 anos. Devido a sua posição, esse crescimento pode comprimir a uretra, causando dificuldades ao urinar. Pode ser tratada com medicamentos ou cirurgia, dependendo do caso.
– Câncer de próstata: é o tumor maligno mais comum que atinge os homens, principalmente após os 60 anos. Normalmente assintomático, pode ser diagnosticado precocemente através de exames preventivos, aumentando-se, assim, suas chances de cura.
Além do exame de toque, testes sanguíneos como o Antígeno Prostático Específico (PSA) e o Índice de Saúde Prostática (PHI) podem auxiliar na detecção e monitoramento da saúde da próstata. Entrem em contato com o laboratório para saber mais!
Dr. Ivan Cavalcante

O verdadeiro Dia Mundial do Diabetes!


O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar o mundo inteiro sobre os problemas associados à doença: alta mortalidade por doenças cardiovasculares (infartos e insuficiência cardíaca), AVC (derrame), complicações específicas da doença, como insuficiência renal, perda da visão, alteração de sensibilidade nos membros inferiores e consequentes úlceras e amputações.

Em 2006, a Organização das Nações Unidas entrou nessa parceria, por meio da resolução nº 61/225, para conscientizar todas as nações do mundo de que o diabetes é, de fato, uma doença epidêmica com impacto social e econômico grave, principalmente entre os países em desenvolvimento. Nasceu, portanto, o Dia Mundial de Diabetes, em 14 de Novembro, apontando para um Novembro Diabetes Azul - a entrada da ONU e a cor azul, simbolizando a bandeira da entidade, deram um peso político incomensurável.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), integrante da IDF, tem participado ativamente ao longo dos anos dessas ações desde sua criação e, como as demais sociedades científicas e associações de pessoas com diabetes, mantém o dia 14 de novembro como o "Dia Mundial de Diabetes", pois este foi o dia que ficou pactuado para celebrar, do ponto de vista de alerta e conscientização, em uma homenagem ao aniversário do Dr. Frederick Banting que descobriu a insulina em 1921, juntamente com seu assistente, o estudante Charles Best, na Universidade de Toronto. Portanto, a insulina fará, em breve, 100 anos de sua descoberta! A importante descoberta tornou seus descobridores detentores de Prêmio Nobel, por ter salvado e mudado a vida de tantas pessoas.


O ‘Dia Nacional do Diabetes’ ainda é referido por alguns em 26 de junho, mas não consta no calendário do Ministério da Saúde, pois foi incorporado ao Dia Mundial do Diabetes desde o ano passado para dar força à data. Já o 'Dia Internacional do Diabético' é referido como 27 de junho, mas não tem o mesmo peso. Diria também merecer uma crítica, pois não é respeitoso chamar as pessoas pela doença que tem e isso não se insere em discurso “politicamente correto”. É por respeito mesmo. Esta é uma diretriz que a IDF segue e a SBD, juntamente com a ADJ, GADAe FENAD, tem procurado disseminar: a ideia de não rotular as pessoas pela doença. Dessa forma, o dia tem uma passagem histórica, movimentos e ações em relação à doença se inserem no Novembro Diabetes Azul, que teve a reinserção oficial no calendário de eventos do Ministério da Saúde resgatada em 2018 pela SBD, juntamente com a ADJ, GADA e FENAD.

Assim, a SBD em conjunto com a SBEM, reprogramou as ações ao longo de todo o mês de novembro, tendo como ponto culminante o dia 14, o dia da celebração do aniversário do descobridor da insulina. Em 2018, todas as Regionais das duas Sociedades realizaram atividades com a comunidade, de visibilidade na mídia (mais de um milhão de acessos!) e uma ação política, com Sessão Solene na Câmara Federal em Brasília, presidida pela Deputada Carmen Zanotto (SC), como Coordenadora da Frente Parlamentar Mista pelo Diabetes.

Este ano não será diferente – a Campanha Novembro Diabetes Azul segue com sua força, visando à conscientização de toda a população a respeito do diabetes, seus fatores de risco e tratamento através dos pilares: EDUCAR. APOIAR. TRANSFORMAR. !




domingo, 27 de outubro de 2019

NOVA INSULINA ULTRARRÁPIDA É APROVADA NO BRASIL TAMBÉM PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

Foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) uma nova insulina ultrarrápida indicada para o tratamento de crianças e adolescentes com diabetes.
A ampliação para o uso pediátrico da insulina asparte de ação ultrarrápida, nomeada comercialmente como Fiasp®, possibilita o seu uso a partir de um ano de idade.
O fármaco deverá ser lançado no Brasil no primeiro semestre de 2020 pela empresa farmacêutica Novo Nordisk.

“Essa formulação inovadora da insulina asparte (NovoRapid®), faz com que o Fiasp® chegue duas vezes mais rápido ao sangue. Dessa forma, ele é considerado o composto análogo que chega mais perto de emular a ação insulínica do pâncreas das pessoas sem diabetes”, afirma André Bressan, gerente médico da empresa farmacêutica.
Aplicada no momento da refeição, a insulina permite o controle glicêmico adequado precocemente, com menor risco de hipoglicemia por uma eventual demora da refeição ou desproporção do prato e da dose administrada.


“Com as insulinas disponíveis no mercado atualmente, esse processo precisa ser realizado com uma antecedência maior, de 15 a 30 minutos antes de comer. Isso traz dificuldades para a rotina das pessoas com diabetes, que precisam planejar cuidadosamente quando, quanto e o que irão comer para o cálculo prévio da insulina. Com a ação ultrarrápida, a aplicação no momento da refeição ou em até 20 minutos após o início da refeição se torna uma realidade, diminuindo a complexidade da rotina de tratamento”, explica André Bressan.

Pais de crianças com diabetes relatam que o momento de alimentação é uma das áreas mais problemáticas para controle da glicemia. Já para os adolescentes, o hábito de pular as refeições e de petiscar também constitui um desafio para o gerenciamento do diabetes.

O objetivo com a aprovação desse novo medicamento é trazer mais facilidade e flexibilidade para que esses pacientes e seus responsáveis alcancem um melhor controle da diabetes.
A liberação para uso pediátrico tem como base os resultados do estudo Onset 7, que investigou a eficácia e a segurança da Fiasp® em comparação com a insulina asparte convencional (NovoRapid®).

METODOLOGIA DO ESTUDO


Após um período de 12 semanas, o estudo multicêntrico de 26 semanas e tratamento para o objetivo randomizou os participantes (1 a <18 anos) para ocultar as refeições mais rapidamente aspart ( n = 260), IAsp na hora das refeições ( n = 258) ) ou aspart de pós-refeição de rótulo aberto mais rápido ( n = 259).

O desfecho primário foi a alteração da linha de base na hemoglobina glicada (HbA 1c) após 26 semanas de tratamento. Todas as informações disponíveis, independentemente da descontinuação do tratamento, foram usadas para avaliar o efeito do tratamento.
Na semana 26, as refeições e aspart mais rápido após a refeição não eram inferiores ao IAsp em relação à mudança da linha de base na HbA 1c ( P <0,001 para não inferioridade [margem de 0,4%]), com uma diferença estatisticamente significativa a favor do aspart mais rápido nas refeições (diferença de tratamento estimada -0,17 % [IC95% -0,30; -0,03], -1,82 mmol / mol [-3,28; -0,36]; P = 0,014).

A mudança da linha de base no incremento de 1 h pós-prandial de glicose favoreceu significativamente o horário das refeições mais aspart versus a IAsp no café da manhã, no jantar principal e em todas as refeições ( P<0,01 para todos).

Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas na taxa geral de hipoglicemia grave ou confirmada por glicose no sangue. A dose média diária total de insulina foi de 0,92 unidades / kg para aspart mais rápido nas refeições; 0,92 unidades / kg para aspart mais rápido pós-refeição e 0,88 unidades / kg para IAsp durante as refeições.

Durante o estudo, os pesquisadores constataram que a insulina ultrarrápida reduziu o número de incidentes de hipoglicemia e ainda permitiu que uma parcela maior de pacientes pudesse alcançar a meta de controle glicêmico.

Na opinião da pediatra Roberta Esteves Vieira de Castro, colunista da PEBMED, a Fiasp® é uma insulina ultrarrápida, programada para ser comercializada somente em 2020. Portanto, os médicos ainda não possuem experiência clínica com essa nova insulina para avaliar os seus efeitos.
No entanto, a especialista ressalta que quanto mais rápida a insulina agir, mais fácil será a sua administração, podendo ser na hora ou logo após a refeição. Além do fato do medicamento apresentar o menor risco de hipoglicemia, comparada a insulina regular e as ultrarrápidas disponíveis no mercado.

“Atualmente, a tendência é prescrever mais insulinas rápidas do que lentas, menos insulina basal e mais bolus, que são diferenciados pelo carboidrato ingerido e glicemia no momento da refeição sendo mais próximo ao fisiológico, chegando mais próximo ao que acontece com os não diabéticos, que produzem a sua própria insulina. Uma das vantagens é a possibilidade de ser usada em crianças pequenas. Por fim, pode ser utilizada em bomba de insulina, tratamento mais moderno através de um sistema de inclusão contínua de insulina ultra-rápida. Infelizmente, o uso de insulinas mais rápidas ainda é limitado no Brasil devido ao alto custo”, aponta a pediatra Roberta Castro.

Referências:
https://pebmed.com.br/

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

RELAÇÃO ENTRE DIABETES MELITUS TIPO 2 E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA.

Foi publicado na revista Circulation de julho de 2019 o statement da American Heart Association (AHA) e da Heart Failure Society of America (HFSA) sobre Diabetes Melitus (DM) e insuficiência cardíaca (IC). 
Mais de 29 milhões de adultos americanos têm DM tipo 2, enquanto 6,5 milhões têm IC. O direcionamento é necessário devido à patofisiologia compartilhada por ambas condições e aos potenciais perigos e vantagens das terapêuticas conjuntas. 
Com frequência, DM e IC ocorrem juntas e uma aumenta o risco da outra independentemente. Em coortes de IC, a prevalência de DM tem sido de 10-47%. Por outro lado, entre pacientes diabéticos, a prevalência de IC é de 9-22%, o que representa quatro vezes a prevalência na população geral.
A DM também é um importante fator de risco para desenvolvimento de sintomas em pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo (VE) assintomáticos. O risco de IC entre diabéticos aumenta com a idade, doença arterial coronariana (DAC), doença arterial periférica, nefropatia, retinopatia, duração do DM, obesidade, hipertensão e NT-proBNP alto.
Pacientes diabéticos com IC assintomática, frequentemente, têm anormalidades subclínicas da estrutura e função cardíacas correspondendo ao estágio B de IC do American College of Cardiology/ AHA. Essas alterações incluem disfunção sistólica do VE, aumento da massa cardíaca, da espessura parietal relativa, e do tamanho do átrio esquerdo (AE), disfunção diastólica, e aumento na fração de volume extracelular. Geralmente, essas alterações são causadas por isquemia/infarto.
A hiperglicemia e hiperinsulinemia aceleram a aterosclerose via proliferação de células musculares lisas vasculares e inflamação. Estudos de imagem mostram que a hipertrofia do VE é uma importante característica do coração diabético. Ela causa disfunção diastólica que é uma manifestação funcional precoce da cardiomiopatia diabética e está presente em 40-75% dos pacientes diabéticos. 
A maioria dos autores concorda que uma meta de HBA1c abaixo de 7% é o ideal para a maioria dos adultos com DM. A metformina é o fármaco mais usado e a indicação de primeira linha para diabéticos do tipo 2. Mas, deve se contraindicada em caso e função renal abaixo de 30ml/min/1,73m2 ou também em casos de hipóxia como na IC aguda.
As sulfonilureias podem aumentar a mortalidade cardiovascular. As tiazolidinedionas, incluindo a rosiglitazona, podem causar ou exacerbar IC sendo que não são recomendadas para nenhum paciente com IC sintomática. Os agonistas GLP-1 ( glucagon-like peptide ) exenatide e lixienatide não devem ser recomendados ou devem ser usados com cuidado em caso de função renal abaixo de 30ml/min/1,73m2. Podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores e a mortalidade. Entretanto, não têm impacto na internação por IC.
A liraglutida pode reduzir a progressão da nefropatia. Nesse ponto devemos fazer um parêntese devido ao crescente uso dessa última classe de medicamentos para perda de peso. O FDA ( Food and Drugs Administration ) adverte que os agonistas GLP-1 podem aumentar o risco de câncer de tireoide, sendo contraindicado em pacientes com histórico familiar de carcinoma medular tireoidiano em pacientes com síndrome neoplásica endócrina múltipla tipo 2.
Os inibidores DPP-4 ( dipeptidil-peptidase) podem aumentar o risco de internação por IC. Os inibidores SGLT-2 (sodium glucose cotransporter ) foram a primeira classe de hipoglicemiantes a demonstrar redução do risco de internação por IC entre diabéticos. Diminuem o risco cardiovascular e a mortalidade geral. São contraindicados com função renal < 30 ml/min/1,73 m2.
A canaglifozina é contraindicada com função renal < 45 ml/min/1,73 m2. A dapaglifozina é contraindicada com função renal abaixo de 60 ml/min/m2. A canaglifozina e a empaglifozina podem reduzir a progressão da nefropatia. A canaglifozina foi associada com amputações de membros inferiores em pacientes diabéticos com insuficiência renal estabelecida ou em risco de insuficiência renal. Portanto, o uso de metformina e inibidores de SGLT-2 é preferível em pacientes com alto risco para IC ou naqueles com IC estabelecida. 
O uso de insulina está associado com aumento de peso e risco de hipoglicemia devendo ser usada com cuidado e monitoramento. Metformina e inibidores SGLT-2 são preferíveis se o controle glicêmico puder ser atingido sem insulina.
Os medicamentos como IECA, beta-bloqueadores, ivabradina, inibidores da neprisilina, inibidores do receptor AT-1 podem ser usados em diabéticos segundo os guidelines correntes. A espironolactona parece ter efeito hiperglicemiante devendo–se preferir outro mineralocorticóide. 
O paciente diabético precisa de cuidados multidisciplinares, sendo importante um time de profissionais integrados. O time é composto por médicos, enfermeiros, farmacologistas, nutricionistas, assistentes sociais e agentes de saúde comunitária. Juntos, interagem para montar um plano terapêutico individualizado para o melhor interesse do paciente.
Referências:

  • Dunlay et al. Type 2 diabetes Mellitus and Heart Failure. Circulation 2019; 139:00-00.